Amplamente compartilhado nas redes sociais, o termo "preenchimento zumbi" é tão intrigante quanto preocupante. Alguns conteúdos afirmam que se trata de uma "técnica que utiliza gordura de cadáver para alterar a aparência facial".
Um rumor amplificado pelas redes sociais.
O termo "preenchimento zumbi" é usado principalmente online (Instagram, TikTok) para gerar repercussão ou causar sensação. Diversas publicações virais associam esse termo à ideia de produtos feitos com tecido humano post-mortem. No entanto, essas alegações não se baseiam em nenhuma evidência médica reconhecida.
Organizações profissionais de cirurgia plástica e dermatologia não mencionam nenhuma técnica padrão que utilize gordura cadavérica em procedimentos estéticos. Especialistas enfatizam que "as práticas médicas são rigorosamente regulamentadas por normas de segurança, ética e rastreabilidade dos produtos utilizados". A viralização de certos conteúdos pode contribuir para a disseminação de informações imprecisas ou descontextualizadas, o que explica a importância de se basear em fontes científicas confiáveis.
Quais substâncias são realmente utilizadas na medicina estética?
Os "preenchimentos" usados hoje em dia são baseados principalmente em substâncias conhecidas e estudadas, como o ácido hialurônico, que está naturalmente presente no corpo, ou a gordura autóloga, ou seja, a gordura retirada do próprio corpo do paciente por meio de determinados procedimentos específicos.
Essas técnicas vêm sendo utilizadas há vários anos dentro de um contexto médico regulamentado. As autoridades de saúde impõem protocolos rigorosos para garantir a segurança do paciente e a qualidade dos produtos utilizados. Nenhuma organização científica reconhecida menciona o uso de tecido de indivíduos falecidos para fins cosméticos de rotina.
@le_progres_ Nos Estados Unidos, um novo e surpreendente método de cirurgia estética está surgindo. Consiste na injeção de gordura colhida diretamente de indivíduos falecidos. Embora esse tipo de transferência de gordura já seja utilizado em cirurgias reconstrutivas, principalmente em vítimas de queimaduras, esta é uma novidade no campo puramente estético. Na França, essa prática é proibida. #ebrainfo #cirurgia #estética #eua #fiqueinformadonotiktok ♬ Som original - Le Progrès
Por que esse termo provoca tanta reação?
A popularidade do termo "zumbi filler" deve-se em parte à sua natureza chocante, o que facilita sua disseminação nas redes sociais. Alguns conteúdos utilizam vocabulário deliberadamente ansiogênico para atrair atenção, sem necessariamente refletir a realidade médica.
Esse fenômeno evidencia um problema mais amplo: a dificuldade que o público enfrenta para distinguir informações confiáveis de conteúdo sensacionalista em um ambiente digital onde a viralização muitas vezes se sobrepõe ao rigor científico. Especialistas recomendam verificar as fontes e consultar profissionais qualificados antes de tirar conclusões sobre práticas médicas.
O termo "preenchimento zumbi" ilustra como certas expressões virais podem gerar preocupação sem se basearem em evidências científicas estabelecidas. Até o momento, não existem dados confiáveis que confirmem a existência de uma técnica cosmética que utilize gordura de cadáver. Essa situação ressalta a importância de priorizar fontes médicas reconhecidas para melhor compreender as práticas reais e evitar a disseminação de informações enganosas.
