Convidada para o popular podcast "Call Her Daddy" , apresentado por Alex Cooper, a cantora americana Kesha falou abertamente sobre sua relação com o próprio corpo, as pressões estéticas que enfrenta desde o início da carreira e um período em que fez escolhas das quais se arrepende. Ela oferece uma perspectiva lúcida e compassiva sobre suas experiências.
Uma "fase horrível" que ela reconhece.
Neste episódio, Kesha não poupou palavras ao falar sobre seus procedimentos estéticos anteriores. "Passei por uma fase horrível fazendo preenchimentos", confessou. Antes de acrescentar, com sua franqueza característica: "Meu Deus, foi horrível. Porque eu pensava: 'Ah, é isso que eu deveria fazer'. E então percebi: 'Eu realmente não gosto do resultado'". Essa declaração resume perfeitamente a armadilha em que muitas mulheres caem: fazer uma escolha por obrigação, em vez de por desejo genuíno. Kesha admite isso abertamente, e é justamente isso que torna seu depoimento tão valioso.
A pressão do olhar alheio.
Durante a mesma conversa, Kesha refletiu sobre suas experiências desde o início de sua carreira musical. "Desde o começo da minha carreira, as pessoas comentam sobre o meu corpo", confidenciou. Ela continuou: "Eu internalizo esses comentários, os levo como verdade absoluta, tento ajustar meu corpo ao que os outros querem que eu seja". Uma declaração poderosa que lança luz sobre todo o mecanismo das pressões impostas às mulheres sob os holofotes: conformar-se, mudar, curvar-se a um ideal externo, ao custo de sua própria identidade. Para Kesha, a conclusão é clara: "É essa dança constante com a sociedade para determinar o que significa ser mulher e o que é aceitável. E, além disso, não podemos envelhecer".
Uma nova era, mais livre e mais pacífica.
Hoje, Kesha claramente sente uma energia diferente. Ela acaba de concluir a maior turnê de sua carreira, quase vinte anos após o sucesso mundial de sua música "Tik Tok". Uma doce vingança, depois de anos marcados por uma longa batalha judicial que a manteve longe dos holofotes.
Embora admita usar ocasionalmente "tratamentos de beleza mais suaves" — por exemplo, ela mencionou um tratamento facial à base de DNA de salmão, popular na Coreia, em outro podcast em julho de 2025 — Kesha parece ter feito as pazes com o próprio corpo. "Quero que todos se sintam verdadeiramente autênticos, conectados com a sua melhor versão", explicou ela a Alex Cooper. Essa mensagem de aceitação resume perfeitamente a mentalidade que provavelmente norteia sua vida atualmente.
Com essa revelação, Kesha se junta ao crescente círculo de artistas que ousam falar abertamente sobre seus procedimentos estéticos do passado. Suas palavras sinceras e perspicazes nos lembram que nunca é tarde demais para repensarmos nossa relação com a nossa imagem. E que, além das tendências e das pressões sociais, a autenticidade muitas vezes guarda o equilíbrio mais belo.
