Uma jovem foi alvo de chacotas por sua aparência em um show, o que gerou indignação.

O que deveria ser uma noite festiva transformou-se em um pesadelo para uma jovem que assistia a um show do rapper e cantor porto-riquenho Bad Bunny. Seu relato, compartilhado recentemente nas redes sociais, causou grande repercussão, indo muito além da casa de shows. Zombaria, comentários sobre sua aparência, assédio verbal: esse comportamento violento levanta questionamentos sobre a discrepância entre os valores defendidos por Bad Bunny e a atitude de alguns membros da plateia.

Uma noite arruinada por insultos.

A jovem Angelina Carlisle relata ter sido alvo de vários homens na multidão em 17 de janeiro de 2026, devido à sua aparência. Um deles teria feito um comentário cruel: "Pessoas como você deveriam pagar o dobro", provocando risos entre seus amigos e consternação em diversas testemunhas. Esse momento de humilhação, ocorrido em um ambiente que deveria ser inclusivo, afetou profundamente a vítima. Angelina Carlisle havia expressado nas redes sociais sua empolgação em assistir ao show do Bad Bunny — uma expectativa abruptamente frustrada por um ataque gratuito baseado unicamente em sua aparência.

O vídeo viraliza e uma onda de solidariedade toma conta do ambiente.

Logo após o incidente, Angelina compartilhou sua experiência no Instagram e no TikTok. As visualizações dispararam rapidamente, atingindo vários milhões em poucas horas. As reações de indignação se multiplicaram: usuários anônimos, criadores de conteúdo e ativistas da positividade corporal denunciaram o comportamento discriminatório, considerado inadequado para um evento como esse.

Entre os comentários, uma frase se repetia: "Ninguém deveria ter que passar por isso, especialmente em um lugar que deveria ser seguro e festivo". Outros internautas destacaram o compromisso de Bad Bunny com a autoaceitação, expressando espanto com o fato de tais atitudes ainda existirem entre seu público.

Apesar de alguns raros comentários questionando a gravidade da situação, o apoio massivo a Angelina a elevou ao status de símbolo de um problema mais amplo: a normalização de comentários gordofóbicos e julgamentos sobre os corpos das mulheres em espaços públicos.

Uma dissonância com a imagem inclusiva de Bad Bunny.

Há vários anos, o cantor porto-riquenho Bad Bunny constrói sua imagem em torno da diversidade, rejeitando normas de gênero e celebrando corpos não-conformistas. Ele é um dos poucos artistas masculinos do mainstream a abraçar uma estética queer, defender os direitos LGBTQIA+ e aparecer de vestido em capas de revistas.

Este ataque, ocorrido durante um de seus shows, revela um forte contraste entre suas mensagens e as ações de alguns membros de sua plateia. Ele levanta uma questão mais ampla: como podemos garantir segurança e inclusão genuína em eventos culturais de massa?

Um desafio coletivo: repensar os espaços festivos.

O caso de Angelina Carlisle vai além de sua experiência pessoal. Ele destaca uma realidade vivida por muitas mulheres: a de ter que justificar sua existência em espaços públicos, de suportar o peso de olhares e comentários, mesmo em lugares que deveriam ser acolhedores.

Esta não é a primeira vez que os concertos do Bad Bunny são marcados por controvérsia, mas este caso em particular, tão visível e simbólico, pode ser um marco. Reacende o debate sobre a responsabilidade do público e a importância de criar ambientes verdadeiramente respeitosos, coerentes com os valores que os próprios artistas defendem.

Um caso sintomático de um mal-estar mais amplo.

A história de Angelina não é um caso isolado. Ela faz parte de uma luta mais ampla pelo reconhecimento e respeito a todos os corpos e identidades. O que aconteceu em 17 de janeiro levanta questões: por que tantas pessoas ainda consideram legítimo julgar ou menosprezar os outros em público? E o que será necessário para que as vozes das vítimas não sejam mais questionadas, mas ouvidas e levadas em consideração?

Em resumo, shows, festivais, clubes e casas de festas precisam voltar a ser o que prometem ser: espaços de liberdade, alegria e igualdade. A indignação gerada por esse depoimento mostra que grande parte do público está ciente disso. Resta saber se essa consciência se traduzirá em ações concretas.

Léa Michel
Léa Michel
Apaixonada por cuidados com a pele, moda e cinema, dedico meu tempo a explorar as últimas tendências e compartilhar dicas inspiradoras para se sentir bem na própria pele. Para mim, a beleza reside na autenticidade e no bem-estar, e é isso que me motiva a oferecer conselhos práticos para combinar estilo, cuidados com a pele e realização pessoal.

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