Na estreia da nova adaptação cinematográfica de "O Morro dos Ventos Uivantes", Cara Delevingne causou sensação. A modelo britânica escolheu uma silhueta inspirada no espartilho vitoriano, acrescentando um toque contemporâneo marcante. Sua aparição deixou uma impressão duradoura e resgatou o prestígio de uma peça com um passado controverso.
Um look que combina releitura histórica com um estilo marcante.
Usando um vestido estruturado cor ameixa escuro que acentuava sua cintura, Cara Delevingne exibiu um detalhe de sobreposição preta no busto. O vestido foi combinado com uma saia midi preta brilhante, adicionando contraste e elegância ao visual. Para complementar este conjunto de inspiração romântica, Cara optou por luvas longas pretas, sapatos de salto combinando, brincos discretos e uma gargantilha adornada com uma pedra escura em estilo vintage.
Essa escolha altamente estilizada evoca a estética vitoriana, mas a subverte sutilmente. Ao mesmo tempo, ressalta a capacidade de Cara Delevingne de incorporar silhuetas marcantes que contam uma história que vai além do tecido.
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O espartilho, de objeto de restrição a símbolo de liberdade.
Essa escolha de vestuário não é insignificante. Há muito percebido como um instrumento de controle sobre o corpo feminino, o espartilho ganha aqui uma nova interpretação. Em Cara Delevingne, ele se torna um símbolo de força, elegância e autoafirmação. O gesto é ainda mais impactante por fazer parte de uma tradição de reapropriação, iniciada por figuras como a cantora, compositora e dançarina americana Madonna, a estilista e empresária britânica Vivienne Westwood e, mais recentemente, a cantora, compositora e atriz americana Billie Eilish.
Cada uma, à sua maneira, conseguiu resgatar o espartilho como uma ferramenta de expressão pessoal, em vez de um instrumento de submissão a normas rígidas. Ao exibir esse look em um grande evento cultural, Cara Delevingne confirma sua posição como um ícone da moda capaz de borrar as fronteiras entre passado e presente. Ela não segue tendências: ela as redefine. O espartilho, aqui, não é uma relíquia congelada da nostalgia, mas uma peça reinventada e fluida, adaptada a uma interpretação contemporânea.
Em resumo, o look de Cara Delevingne é um passo que beneficia tanto a moda quanto a história dos corpos, lembrando-nos que a roupa pode ser um espaço de liberdade e também um território de memória.
