A Copa do Mundo da FIFA, que acaba de começar, promete estar repleta de surpresas este ano. Além dos gramados da Cidade do México, outros talentos estão surgindo fora dos circuitos tradicionais. No Brasil, país vizinho do México, mulheres improvisaram uma forma de futebol de rua, transformando seus passes em uma verdadeira demonstração de equilíbrio. É um lembrete de que este esporte não tem gênero.
Jogadores sem chuteiras que criam arte com a bola redonda.
A Copa do Mundo da FIFA, um grande evento esportivo que acontece apenas a cada quatro anos, domina as notícias. Ela gera uma euforia sem limites. Enquanto milhões de espectadores e fãs acompanham o torneio como se suas vidas dependessem disso, a versão feminina luta para atrair a mesma atenção e passa quase despercebida. No entanto, as contrapartes femininas de Kylian Mbappé e Harry Kane não são menos impressionantes em campo. E as jogadoras brasileiras, flagradas no calor da ação em meio aos cabos elétricos e prédios de zinco do Rio de Janeiro, são a prova disso.
Nascidas em uma terra que produziu lendas do futebol , essas mulheres trocam passes no meio de uma pista de skate abandonada. No Brasil, o futebol não é apenas um esporte escolhido na aula de educação física ou uma atividade extracurricular; é uma instituição. E lá, os habitantes parecem possuir um dom inato para chutar uma bola. Essas jogadoras são a prova viva: elas têm ouro entre as pernas, como Pelé e Ronaldinho.
Completamente nus, descalços e vestindo apenas shorts jeans, eles se revezam jogando a bola um para o outro e a pegando em poses altamente técnicas. Eles se tornam um só com a bola, geralmente destinada a entrar na rede. O que era para ser um passatempo recreativo, uma distração para passar o tempo, rapidamente se tornou uma sensação nas redes sociais, com o vídeo alcançando 1 milhão de curtidas.
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Para dar uma imagem melhor do futebol feminino
Ao observar essas jogadoras em ação, tudo parece quase fácil, tamanha a precisão de seus movimentos. A bola se equilibra na clavícula, nos tornozelos e descreve uma curva com um movimento rápido da perna. Cabeça, tronco, lombar… A bola quica graciosamente em cada parte do corpo, tornando-se quase uma extensão da silhueta. Mais do que uma simples demonstração amadora, é uma performance que viralizou. Com sua modéstia característica, a criadora do vídeo, @ rafaellafontes2, o intitula "Time Feminino de Alto Nível" na descrição.
Mesmo sem entrar em campo para uma partida oficial, essas jogadoras experientes conquistaram uma valiosa vitória sobre os preconceitos que cercam o futebol feminino. Os comentários são unanimemente positivos e valem tanto quanto os aplausos vibrantes dos estádios. "Elas são melhores que a seleção brasileira", destaca um internauta. "Os homens vão ter seus egos feridos", acrescenta outro. "É como se o futebol corresse nas veias delas." "Elas jogam melhor do que qualquer um pode ensinar." "Eu não consigo nem jogar duas partidas curtas seguidas."
Uma enxurrada de elogios que desfaz o estereótipo de que as mulheres são menos resilientes, muito sensíveis e não suficientemente rápidas em campo. Enquanto os jogadores homens ganham € 200.000 mesmo cometendo inúmeras faltas, suas colegas mulheres ganham em média € 16.000. Essa gritante falta de reconhecimento para as mulheres, que ainda são reduzidas a estereótipos ultrapassados, é um contraste gritante. Graças a conquistas como essas, as jogadoras estão dando passos significativos para mudar a percepção pública.
Por trás desse vídeo viral está um jogador premiado diversas vezes.
Embora alguns possam acreditar que esta imagem foi inteiramente fabricada por inteligência artificial, incapazes de reconhecer as incríveis habilidades dessas mulheres, existe uma pessoa real por trás deste vídeo. Seu nome? Rafinha Fontes, que já posou ao lado de Neymar e conquistou inúmeros troféus ao longo de sua ilustre carreira. Sua especialidade? Futevôlei, um esporte dois em um jogado sobre uma rede, não na grama, mas na areia quente. Essa modalidade exige destreza, flexibilidade, força e também muita resistência.
Mas essa não é sua única paixão. O Brasil é, sem dúvida, um berço de atletas talentosos. A atleta, que tem um amor indescritível pelo futebol, também é bicampeã mundial de teqball, uma modalidade de tênis de mesa jogada com uma bola de tamanho oficial.
O que essa atuação no futebol transmite é poderoso. Todas essas jogadoras, além de serem duronas e fazerem os torcedores machões suarem, dominam a bola com uma facilidade desconcertante. Brasileiras 1, estereótipos 0.
