Na edição inaugural londrina do prêmio Power of Women (uma cerimônia anual que celebra mulheres inspiradoras e suas conquistas), a atriz britânica Joan Collins fez uma aparição deslumbrante ao lado de seu marido, Percy Gibson. Sua presença por si só ilustra perfeitamente por que ela é um dos maiores ícones do tapete vermelho.
Um top dourado com lantejoulas, uma peça absolutamente marcante de Joan Collins.
No Chancery Rosewood, em Mayfair, Joan Collins optou por um look inconfundível: um top dourado transpassado, inteiramente coberto por centenas de minúsculas lantejoulas que captam a luz ao menor movimento. Uma peça que evoca, quase linha por linha, os códigos estilísticos que fizeram de Joan Collins uma lenda durante a era "Dinastia".
Os brincos que combinam com o design da blusa realçam os detalhes metálicos da peça e estruturam toda a silhueta. Ao lado dela, seu marido, Percy Gibson, optou por um terno azul-marinho simples, permitindo que a aparência da esposa fosse o destaque. Uma escolha de vestuário sutil, porém significativa.
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Homenageada como "Ícone do Ano" no evento Power of Women em Londres.
Foi uma noite verdadeiramente especial no Chancery Rosewood. O evento, realizado pela primeira vez em Londres, celebra anualmente as principais figuras femininas do cinema, da televisão, da música e da mídia. E este ano, Joan Collins foi homenageada com o prêmio mais prestigioso da noite: Ícone do Ano.
Entre as outras mulheres homenageadas na cerimônia estavam a atriz e cantora britânica Cynthia Erivo, a atriz britânica Emilia Clarke, a atriz e cantora britânica Hannah Waddingham, Suki Waterhouse e a atriz britânica Emma Corrin — esta última se tornando a primeira pessoa não binária a receber o prêmio Power of Women. Essa distinção sem precedentes reflete uma tendência mais ampla em direção a uma maior representatividade, e Joan Collins simboliza mais uma barreira a ser superada: a da idade.
"É preciso saber se reinventar": a mensagem para a nova geração.
O discurso de aceitação de Joan Collins, como era de se esperar, causou uma impressão duradoura. "Descobri que, para sobreviver e prosperar nesta profissão, é preciso mostrar como é essencial que as mulheres se reinventem. É preciso saber se reinventar constantemente", disse ela à plateia.
Uma frase que resume perfeitamente a trajetória de uma atriz que, por mais de setenta anos, conseguiu atravessar épocas sem jamais se limitar a um único estilo. Desde seus primórdios no cinema britânico na década de 1950, passando pelo reconhecimento mundial graças a "Dinastia" na década de 1980, até seus papéis mais recentes na televisão, Joan Collins continua a personificar uma rara forma de elegância – uma que desafia o tempo sem jamais negar o passado.
Seu próximo filme é um apelo contra o abuso de idosos.
Joan Collins também aproveitou a oportunidade durante a noite para falar sobre seu novo projeto: "My Duchess", uma cinebiografia sobre Wallis Simpson, Duquesa de Windsor, na qual ela interpreta o papel principal. O filme, com estreia prevista para breve, narra os últimos nove anos da vida de Wallis Simpson — a mulher que, em 1937, casou-se com o Príncipe Edward após sua abdicação do trono britânico.
Ela descreve esse período com seriedade: “Foram os últimos nove anos de sua vida. No início, ela era uma mulher forte e poderosa. Mas sua força e poder foram completamente destruídos, infelizmente, por outra mulher. Acho que isso ilustra muito sobre o que ainda acontece no mundo hoje: o tratamento desumano dado aos idosos.” Uma mensagem que ressoa ainda mais forte vinda de uma atriz de 93 anos, capaz de dar voz a mulheres invisíveis e devolver-lhes a própria voz.
Com sua presença no evento Power of Women, em Londres, Joan Collins nos lembra que a elegância não tem prazo de validade nem fórmula preestabelecida. E que, por trás dos paetês e dos tapetes vermelhos, existe acima de tudo uma mulher que transforma cada uma de suas aparições em um momento cinematográfico.
